O voto impresso e a fragilidade social.
- Longevidade a seu alcance
- 7 de mai. de 2021
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Um tema muito recorrente e polêmico vem dividindo opiniões, recentemente nos Estados Unidos a forma de realização do processo eleitoral gerou grandes controversas pelo adversário derrotado nas urnas, incluindo também a forma de apuração. O assunto foi levado a justiça que não acatou os protestos gerados tanto pelo então atual Presidente e seus eleitores.
Como todos sabem no Brasil o voto era realizado era realizado em cédulas gerando grandes despesas e lentidão em sua apuração e para tanto ocasionavam desconfiança se realmente a contagem foi realizada de forma correta. Com passar dos anos o sistema eleitoral brasileiro adotou a urna eletrônica tornando de maneira ágil todo processo eleitoral, desde a agilidade de computar o voto, redução na formação de filas, custos operacionais, segurança e principalmente a apuração. Ao iniciar uma votação em determinada seção eleitoral a urna emite um documento denominado de Zerésima apontando que nenhum voto foi registrado e ao final ocorre a emissão do boletim de urna identificando o voto de cada candidato separados por partido.

Historicamente todos os processos eleitorais foram contentados, afinal não é fácil perder. Quem nunca questionou uma determinada decisão. Cabe lembrar que Democracia significa a decisão da maioria.
No Brasil algumas alas ideológicas defendem que o processo eleitoral seja realizado com a emissão do voto impresso. Quem já atuou principalmente nas eleições municipais para escolha de Vereadores e Prefeitos, sabe que a realidade é outra. O Poder econômico de partidos ou candidatos sempre foi determinante em sua grande maioria para compor os legislativos e executivos das cidades.
Na sanha de conquistar voto a voto os cabos eleitorais organizam centenas de bocas de urna (pessoa que entrega número do candidato próximo a seção eleitoral) muitas vezes oferecem contrapartida pela conquista voto seja dinheiro, cesta básica, material de construção e diversas ofertas que sempre priorizam manipular o eleitor. Para isso solicitam comprovação de que efetivamente a aposta foi concretizada em seu candidato, como uma foto da urna, a presença de crianças durante a votação ou coagir com número do título induzindo o levantamento dos dados.
Toda essa problemática mesmo que coibida por legislação eleitoral não inibe a atuação da BOCA DE URNA. Temos uma população totalmente fragilizada por questões econômicas e sociais, a tentativa de impor o voto impresso fortalecerá a compra de votos, tornando este documento um recibo de comprovação. Evidenciando cada vez mais condutas inadequadas dos candidatos, corroborando com a formação de um grande negócio chamado comércio do voto. Como todos sabem e conhecem a famosa frase "Quem tem dinheiro compra tudo". Sem mencionar também a origem desses recursos que muitas vezes oriundos de Corrupção ou lavagem de dinheiro.
Em votação aberta o governo federal quer ouvir a sua opinião em relação a temática do voto impresso. O Poder sempre esteve nas mãos do povo "voto" faça disso sua melhor ferramenta de mudança.


Retrocesso a caminho.