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Poeta dos Mares

Atualizado: 5 de mai. de 2021

Ivo de Souza, nasceu em Ilhabela, Estado de São Paulo, em 22 de janeiro de 1948. É casado com Izabel Moreira com a qual tem um casal de filhos de sangue e uma filha do coração que lhes deu uma neta. O contato com a praia e com o mar aconteceram bem cedo, quando aprendeu a andar. Era habitual levar a criança para andar descalço na areia para dar curvatura à planta do pé e fortalecer as pernas. Depois daquela "marcha atlética" não escapava do banho, com as ondas quebrando nos joelhos.

Quando ingressou na escola, aos sete anos, já sabia nadar, mergulhar, remar na canoa e pescar. Na hora do recreio (intervalo da aula), as meninas brincavam no pátio chamado de terreiro e os meninos brincavam na praia. Os meninos aproveitavam para nadar. Iam até as pedras tiravam o uniforme e nadavam pelados. Quando as meninas paravam de brincar, os meninos saíam do mar, vestiam os uniformes, com os corpos molhados, e corriam para a sala de aula com a roupa colada ao corpo e água salgada escorrendo pernas abaixo.

Não havia ginásio em Ilhabela e, além disso, era necessário fazer um curso preparatório de admissão ao ginásio e isso só poderia ser feito em São Sebastião. O deslocamento dos estudantes era feito através de uma lancha da Marinha, de nome Santense. Anos depois, a família de Ivo de Souza mudou-se para São Sebastião e ele foi morar com uma tia, irmã de seu pai, em Santos, onde cursou desenho técnico no Senai. Ao término do curso retornou à São Sebastião. Dois anos depois mudou-se para São Paulo.

Em São Paulo, com o objetivo de estudar, conseguiu formação acadêmica em matemática, pedagogia, engenharia civil, pós graduação em gestão ambiental e supervisão escolar. Atuou como professor em escolas públicas e particulares. Como engenheiro atuou como pessoa jurídica, profissional liberal e ocupou cargo público.

Aos quarenta e cinco anos foi diagnosticado com glaucoma agudo de ângulo estreito e, a partir daí, sua vida sofreu um impacto. Para superar esse trauma, conta com o apoio incondicional da sua esposa.

Quando completou sessenta anos, em 2008, após passar por processos cirúrgicos, recebeu um laudo técnico com o diagnóstico de deficiente visual. Perdeu o chão. Desinstalou todos os softwares que tinha no computador, doou os livros técnicos e didáticos da estante e chorou. Entre soluços e lágrimas escreveu a poesia “Cadê o Sol?

Foram dois anos de luta para não entrar em depressão pelo “luto” de ter perdido um órgão vital. Segundo os médicos, um luto natural.

Em 2010, buscou refúgio na literatura. Submeteu a poesia “Cadê o Sol?” ao concurso Nhô Bento, em São Sebastião, do qual participava há alguns anos e foi premiado como em anos anteriores e do qual se afastara havia dois anos devido ao "luto". Depois disso revirou suas gavetas e resgatou outras poesias com as quais participou da antologia “Amor entre Letras”. Neste mesmo ano, em uma excursão denominada Quatro Bandeiras, incluindo o Brasil, por países sul-americanos, escreveu quarenta e dois acrósticos para os companheiros de viagem, além do seu “Diário de Bordo”, é claro.

A convite de sua filha, aceitou participar de um grupo de pessoas com deficiências visuais, motoras, intelectuais etc., em uma universidade de São Bernardo do Campo, onde ela fazia pós graduação em danças. Após a apresentação de dança, de encerramento do semestre, chorou copiosamente. A convivência com aquele grupo continuou por dois anos.

Em março de 2013, durante as comemorações do Dia do Caiçara lançou, em São Sebastião, o livro de contos, crônicas e poesias "Cadê o Sol?", o mesmo título da poesia premiada em 2010 e, nesta ocasião contou com a presença do seu pai, com cem anos de idade. Mais tarde o lançamento ocorreu na Bienal do Salão do Livro de Guarulhos, no Ginásio de Esportes Pascoal Thomeu (Thomeuzão). Neste mesmo ano, visitou o Centro de Referência dos Idosos (CRI), jardim Santa Mena, Guarulhos e resolveu frequentá-lo a partir de então.

Em 2016, estava ansioso para concluir o livro "O Uivo do Vento e Outras Maresias" lançado no Salão do Livro de Guarulhos, no Adamastor - Centro. Em julho de 2016, o livro foi lançado na Livraria Satélite, em São Sebastião.

Em 2017, relançou o livro “O uivo do Vento e Outras Maresias” na Livraria Nobel, hoje Espaço Livre Café Bar, Guarulhos. Neste evento contou com a presença do maestro e saxofonista, Heleno Bezerra Lins. Fui empossado na cadeira 34 da ACADEMIA GUARULHENSE DE LETRAS - AGL, tendo como patrono o escritor monsenhor Geraldo Penteado de Queiroz, reverendo da Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição de Guarulhos, por quase vinte anos.

Em 2018 e 2019 participou do concurso Prêmio de Literatura de Guarulhos, com dois novos livros, ficando entre os dez, dos quatro mil e quinhentos livros inscritos, em 2019.

Se você ficou interessado nas obras do Poeta dos Mares, vá até a loja virtual e receba todo conteúdo no conforto de sua casa.



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